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Nomes da ayahuasca

Uma medicina, muitos nomes e histórias.

O Santuário utiliza institucionalmente o nome ayahuasca. Caapi, daime, yagé, nixi pae, uni, vegetal e outras denominações são apresentados aqui para reconhecer a diversidade cultural sem reivindicar representação sobre tradições que possuem identidade própria.

Bruno Luz e Michael Pereira com anfitriões durante vivência na floresta amazônica acreana
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Escolha institucional

Por que usamos o nome ayahuasca

Ayahuasca é a denominação adotada pelo Santuário em seus documentos, páginas e comunicações. É também o termo empregado pela Resolução CONAD nº 1/2010, referência normativa para o uso religioso da bebida no Brasil.

Reconhecer outros nomes ajuda a compreender a amplitude histórica e cultural dessa medicina. Isso não torna todas as palavras perfeitamente intercambiáveis: cada povo, religião, território e comunidade pode relacionar um nome a modos próprios de preparo, rezo, transmissão e significado.

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Grafias difundidas

Ayahuasca e ayawaska

Ayahuasca é a grafia mais difundida no português e em documentos brasileiros. Ayawaska aparece como forma alternativa ligada à transliteração de línguas andinas e amazônicas.

Em diferentes contextos, a palavra pode nomear a bebida sacramental, o campo de conhecimentos associado a ela ou a própria experiência religiosa. No Santuário, o termo identifica a medicina consagrada exclusivamente em contexto ritualístico e religioso.

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Cipó e preparo

Caapi, kaapi e mariri

Caapi e kaapi são denominações encontradas em registros amazônicos e podem se referir ao cipó Banisteriopsis caapi ou à bebida preparada a partir dele, conforme o contexto. Mariri é outro nome amplamente utilizado para o cipó em comunidades e tradições brasileiras.

Por isso, uma busca por caapi pode estar procurando a planta, a bebida ou uma tradição específica. A leitura responsável depende sempre de identificar quem usa o termo e em qual território ou religião ele está inserido.

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Noroeste amazônico

Yagé e yajé

Yagé e yajé são nomes associados sobretudo a contextos indígenas e mestiços do noroeste amazônico, especialmente em regiões da Colômbia e do Equador. As grafias variam entre idiomas e formas de registro.

O Santuário reconhece essas denominações como parte da diversidade cultural da ayahuasca, sem apresentar sua ritualística como reprodução das práticas próprias desses territórios.

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Contextos brasileiros

Hoasca, oasca, uasca e vegetal

Hoasca, oasca e uasca aparecem como adaptações fonéticas e gráficas de ayahuasca. Vegetal é uma denominação conhecida em vertentes religiosas brasileiras e pode designar a bebida sacramental dentro de vocabulários próprios.

O Santuário não possui relação formal com a União do Vegetal ou com qualquer outra religião ayahuasqueira. A presença desses termos nesta página é exclusivamente informativa e respeita a autonomia institucional de cada tradição.

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Memória ayahuasqueira brasileira

Daime, Alto Santo e Mestre Irineu

Daime é a denominação sacramental consagrada nas tradições que se desenvolveram a partir da trajetória de Mestre Raimundo Irineu Serra. Entre o fim de 2024 e o início de 2025, Bruno Luz e Michael Pereira visitaram o Alto Santo, em Rio Branco, e prestaram homenagem no túmulo de Mestre Irineu.

A orientação de não fotografar o Alto Santo foi integralmente respeitada. A visita compõe um percurso de conhecimento e reverência histórica; não estabelece filiação nem vínculo formal do Santuário com o Santo Daime ou com o Centro de Iluminação Cristã Luz Universal.

Bruno Luz e Michael Pereira em visita ao túmulo de Mestre Raimundo Irineu Serra no Acre
Bruno Luz e Michael Pereira em visita ao túmulo de Mestre Raimundo Irineu Serra, no início de 2025.
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Povo Huni Kuin

Nixi pae, uni e outros nomes originários

Nixi pae e uni são denominações presentes em contextos do povo Huni Kuin. Outros povos amazônicos possuem palavras, narrativas e relações próprias com a medicina. Esses nomes não funcionam como simples palavras-chave desligadas de seus detentores e de seus territórios.

Ao mencioná-los, o Santuário reconhece a diversidade dos saberes e a necessidade de atribuição. Não afirma representar o povo Huni Kuin, não ensina sua ritualística e não reivindica autoridade sobre conhecimentos recebidos em contexto comunitário.

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Aldeia Chico Curumim

Uma vivência direta, sem reivindicação de representação

Entre o final de 2024 e o início de 2025, Bruno Luz e Michael Pereira viajaram até a Aldeia Chico Curumim, no território Huni Kuin do Alto Rio Jordão, em Jordão, Acre, região amazônica próxima à fronteira com o Peru. Recebidos pela comunidade e pela cacica Tamani, participaram de uma vivência comunitária e do batismo Huni Kuin junto aos jovens da aldeia.

A experiência incluiu canto, dança, dieta e permanência na comunidade, conforme as orientações locais. Esse encontro possui valor biográfico e espiritual para os dirigentes, mas não concede ao Santuário linhagem, representação institucional ou autorização para reproduzir o batismo e outros ritos Huni Kuin.

Conforme o relato institucional dos dirigentes, a aldeia leva o nome de Chico Curumim, avô de Ibã Huni Kuin. Também segundo esse relato, Maru Huni Kuin, que aparece no registro musical aos pés da samaúma, é filho da cacica Tamani e neto de Ibã.

Participantes e jovens Huni Kuin em dança coletiva durante vivência na Aldeia Chico Curumim
Dança coletiva durante a vivência e o batismo Huni Kuin na Aldeia Chico Curumim.
Bruno Luz e Michael Pereira diante de construção de madeira na Aldeia Chico Curumim
Bruno Luz e Michael Pereira durante a permanência na Aldeia Chico Curumim, no Acre.
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Memória, língua e cantos

Ibã Huni Kuin e a transmissão dos huni meka

Ibã Huni Kuin, também conhecido como Isaías Sales, é professor, pesquisador e txana, mestre dos cantos de seu povo. Sua trajetória reúne magistério indígena, pesquisa e transmissão de conhecimentos recebidos de seu pai, Tuin Huni Kuin.

Entre seus trabalhos está o registro e a valorização dos huni meka, cantos relacionados ao nixi pae, em língua hãtxa kuin. A menção a essa trajetória oferece contexto para a relação familiar relatada pelos dirigentes e reconhece a autoria Huni Kuin; não transfere ao Santuário autoridade sobre esses cantos ou conhecimentos.

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Encontros no templo

Autoria originária e relações que continuam

O Santuário vem recebendo comitivas e visitantes de povos originários em encontros realizados no templo. Em 2025, recebeu integrantes Huni Kuin; em 2026, recebeu uma comitiva Yawanawá. Cada presença é acolhida como oportunidade de escuta, convivência e reconhecimento da autoria dos povos.

Em 2025, Siã Kaia, indígena Huni Kuin da Aldeia Chico Curumim, visitou o Santuário. Uma obra de sua autoria passou a integrar o espaço do templo como memória desse encontro. A exposição preserva o crédito do artista e não transforma a obra em símbolo de representação institucional do povo Huni Kuin.

Michael Pereira, Siã Kaia e Bruno Luz segurando obra Huni Kuin de autoria de Siã Kaia no Santuário
Michael Pereira, Siã Kaia e Bruno Luz com obra de autoria de Siã Kaia, hoje exposta no Santuário Céu de Aparecida (2025).
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Festival Indígena União dos Povos

Três dias de presença no FIUP 2025

Os dirigentes estiveram presentes durante três dias do FIUP 2025, em Arujá/SP. Segundo o registro institucional feito durante o encontro, o festival reuniu representantes de ao menos 17 etnias em apresentações, rodas de conversa e espaços de intercâmbio cultural.

Entre os momentos acompanhados esteve uma apresentação musical de Daiara Tukano e Makairy Fulni-ô. A participação dos dirigentes ocorreu como público e espaço de aprendizagem, sem vínculo de organização ou representação do festival e de seus participantes.

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Identidade do Santuário

Ritualística própria e respeito às diferenças

O Santuário Céu de Aparecida é uma organização religiosa de xamanismo universalista com formação e ritualística próprias. Não possui relação formal com Santo Daime, União do Vegetal ou outra religião ayahuasqueira, embora reconheça sua importância histórica e religiosa.

Também não reproduz a ritualística dos povos originários. Elementos aprendidos em diferentes encontros são recebidos com gratidão e incorporados somente quando compatíveis com a identidade, a responsabilidade e os limites éticos do templo.

Nome institucional

Ayahuasca é o termo adotado nos documentos e nas comunicações do Santuário.

Diversidade cultural

Outras denominações são apresentadas com contexto, atribuição e respeito às suas origens.

Limite de representação

Vivência e contato não equivalem a filiação, autorização, linhagem ou representação institucional.

Perguntas e respostas

Informações essenciais

Ayahuasca, daime, yagé, nixi pae e uni são a mesma coisa?

Os termos podem designar bebidas relacionadas ao uso do cipó Banisteriopsis caapi, mas pertencem a contextos culturais, territoriais e religiosos distintos. Não devem ser tratados como sinônimos perfeitos sem considerar quem utiliza cada nome e com qual significado.

Qual nome o Santuário utiliza?

O Santuário utiliza institucionalmente o nome ayahuasca. As demais denominações aparecem em conteúdos informativos para reconhecer a diversidade cultural e facilitar a compreensão de quem pesquisa o tema.

A vivência Huni Kuin torna o Santuário representante desse povo?

Não. A vivência de Bruno Luz e Michael Pereira na Aldeia Chico Curumim é parte de sua trajetória pessoal e institucional, mas não estabelece representação, linhagem ou autorização para falar em nome do povo Huni Kuin ou reproduzir seus ritos.

O Santuário pertence ao Santo Daime ou à União do Vegetal?

Não. O Santuário possui formação e ritualística próprias e não mantém relação formal com essas religiões. Suas histórias são reconhecidas com respeito, sem reivindicação de filiação.

Elaborado e revisado pela direção do Santuário Céu de Aparecida · Atualizado em 3 de agosto de 2026.

Fontes e limites deste conteúdo

Fontes consultadas