Nossa compreensão
O que significa ser universalista
Para nós, não existe uma única maneira de se relacionar com o sagrado. Por isso, nossas cerimônias podem conversar com temas, símbolos e ensinamentos de diferentes tradições. Quando isso acontece, procuramos explicar de onde vêm e como são compreendidos naquele trabalho.
Ser aberto não significa misturar tudo. Estudamos, reconhecemos as origens e respeitamos nossos limites. Não falamos em nome de povos, religiões ou linhagens das quais não fazemos parte.
Não especialismo
Ninguém ocupa o lugar de dono do saber
O Santuário é conduzido por quatro dirigentes. Essa direção compartilhada expressa um dos fundamentos da casa: ninguém é dono do saber. Conhecimento, serviço e responsabilidade são construídos em conjunto.
Dirigentes, guardiões e participantes também estão aprendendo. As funções são diferentes, mas isso não dá a ninguém o direito de fazer diagnósticos, dizer ao outro o que sua experiência significa ou interferir em seu processo.
Escuta
Ouvir com atenção também é cuidar. Nem toda vivência precisa ser explicada por outra pessoa.
Livre-arbítrio
Cada participante responde por seu corpo, suas escolhas e seus limites.
Humildade espiritual
Sabemos que nem tudo pode ser explicado e que toda compreensão tem limites.
Vivência e responsabilidade
Encontros que aprofundam o respeito às origens
Entre o fim de 2024 e o início de 2025, Bruno Luz e Michael Pereira participaram de uma vivência na Aldeia Chico Curumim, no Acre. Foram recebidos pela comunidade Huni Kuin e pela cacica Tamani. Na mesma viagem, conheceram lugares importantes para a história das religiões ayahuasqueiras brasileiras.
Esses encontros trouxeram aprendizado e aumentaram nosso cuidado com as origens. Eles não tornam o Santuário representante de povos originários ou de outras religiões. A casa tem ritualística própria e não fala em nome de tradições às quais não pertence.

Unidade sem uniformidade
Integração do masculino e do feminino
A direção reúne vivências masculinas e femininas e procura manter o equilíbrio entre diferentes olhares. Para caminhar juntos, não precisamos pensar ou sentir da mesma forma.
O que nos une é o compromisso com amor, cuidado, respeito, ordem, serviço e responsabilidade.
Diversidade
Muitas cores, uma mesma dignidade
O Santuário acolhe pessoas com diferentes histórias, origens, crenças, identidades de gênero e orientações sexuais. Ninguém precisa esconder quem é para participar da vida da casa.
O arco-íris tem diferentes sentidos para nós e um deles é a diversidade. Cada cor continua sendo ela mesma e, ainda assim, todas formam uma unidade.
O acolhimento não muda os cuidados de segurança. Anamnese, entrevista e avaliação individual são feitas com todas as pessoas, sempre com respeito e sem discriminação.
Prática religiosa
Estudo, cerimônia e vida comunitária
Vivemos o xamanismo universalista nas cerimônias, nas rodas de conversa, nos grupos de estudo, na música medicina, na convivência e no serviço. O cuidado começa antes de cada trabalho e continua depois dele.
O Santuário é uma organização religiosa sem finalidade lucrativa. A casa segue seu estatuto, seu regimento interno, suas próprias diretrizes e as normas brasileiras sobre o uso religioso da ayahuasca.
Conteúdo institucional elaborado pelo Santuário Céu de Aparecida e revisado por Michael Luis Miguel Pereira e Bruno Lucas de Paula Luz · Atualizado em 1 de setembro de 2026.
Fontes e limites deste conteúdo
Fontes consultadas
- Estatuto Social registrado da Organização Céu de Aparecida
- Regimento Interno, diretrizes e registros institucionais do Santuário

